quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Colecionar Selos

Antes do selo postal ser adotado, a correspondência era conduzida por estafetas que hoje são chamados de carteiros, e paga no destino de acordo com a distância percorrida. A grosso modo, pagava-se 10 réis para cada 15 léguas percorridas para entregar uma correspondência. Em 1829 foi fixado um valor máximo de 200 réis para o primeiro porte. Esta foi a primeira medida socialmente relacionada com o pagamento das cartas. Como antes de 1843 quase não existiam envelopes, o remetente empregava uma folha de papel dupla e após redigir a mensagem, esta era dobrada adequadamente e fechada com um lacre no verso. A filatelia brasileira chama esta mensagem de sobrecarta. O estafeta conduzia esta mensagem até o destinatário e o anotava sobre o lado externo , à tinta , o valor pago no destino. A missiva recebia no seu exterior um carimbo que indicava a procedência e os eventuais pontos de trânsito desta corespondência. Estas peças são chamadas de "Pré-Filatélica" e são colecionadas de acordo com os carimbos de saída e de trânsito. A lei nº 243, no artigo 17 de 30 de Novembro de 1841, autorizou a reforma dos Correios. Em 3 de Novembro de 1842 foi enviada pelos Srs. Bernardo Pereira de Vasconcellos e José Cesário de Miranda Ribeiro, a proposta de reforma da qual destacamos: " No cálculo dos portes só se atenderá ao peso das cartas. Não serão estes pagos nos Correios, que as entregarem, mas adiantadas nos que as receberem, por meio de papel selado do tamanho de uma pequena moeda de prata, vendido por quem a Autoridade designar e colado no sobescrito das cartas ". Nasciam assim em 01 de Agosto de 1843, os primeiros selos brasileiros, chamados de OLHOS DE BOI"" cujos valores faciais eram de 30 - 60 - 90 Réis e o Brasil passou a ser o primeiro país das Américas a adotar o SELO POSTAL. O porte era pago adiantado e por outro lado muitos usuários, acostumados a pagar as cartas recebidas, não sabiam destas alterações. Como em todo o mundo, no Brasil, também haviam os espertinhos, que através de alguns estafetas arrancavam os selos (Olhos de boi) que mediam cerca de 3,5 X 3,5 cm e cobravam a missiva duas vezes, diluindo desta forma a receita dos Correios. O Inspetor da Tesouraria de Sergipe, conhecedor deste fato, escreveu para o Diretor dos Correios no Rio de Janeiro, sugerindo que o Selo Postal brasileiro fosse menor e em papel mais fino.

Fonte : Colecione

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Como Começou Colecionalismo

Como começou este hobby (hoje até profissão) que movimenta milhares de pessoas em todo o mundo? Não há um consenso em relação à época exata do surgimento do Colecionismo. Na verdade, o homem é um colecionador por natureza: o ato de colecionar o acompanha desde a Pré- História. Nessa época, o homem acumulava objetos (logicamente, não da forma organizada – e muitas vezes catalogadas – como hoje).

O homem pré-histórico, motivado por razões que vão além da simples sobrevivência, acumulava repetidos artefatos. Os arqueólogos preferem relacionar o hábito de guardar objetos ao instinto de sobrevivência e não entrar no campo da pesquisa do colecionismo.

ENTRE AS DIFERENTES ESCOLAS que estudam o colecionismo, há divergência em relação aos motivos que teriam levado esses homens a guardar determinados objetos em série, em locais diferentes de sua “oficina” de trabalho. Júlio César, por exemplo era um colecionador de objetos gregos. Após a conquista sobre a Grécia, a arte grega passou a fascina-lo ainda mais.

A ESCOLA AMERICANA reconhece nesse hábito do homem pré-histórico uma forma primitiva de colecionismo. Já ESCOLA FRANCESA prefere citar como marco a Idade Média (nessa época, as coleções de armas e de relíquias sagradas eram famosas).

Pesquisas recentes feitas na Universidade de Pensilvânia, em Filadélfia (USA), determinam que o inicio do colecionismo é atemporal, já que é um hábito que acompanha a humanidade desde os primórdios de sua existência passando a ter data a partir do momento em que padrões profissionais foram estabelecidos e que separam definitivamente o colecionador do ajuntador.

No Brasil as primeiras coleções de que se tem noticia de terem sido organizadas dentro dos padrões que podem ser considerados como de um colecionismo profissional temos:

Gravuras, Quadros, Esculturas, Selos, Moedas, Cédulas, Cartões Postais e Livros.

Fonte : Revista I.P.C